A Ufes será sede, pela primeira vez, da Conferência Brasileira de Reologia, cuja décima primeira edição acontecerá no Teatro Universitário a partir do dia 15 de março. Até o dia 19, estudantes e pesquisadores participarão de palestras e apresentarão trabalhos envolvendo diversas áreas do conhecimento, como física, química e engenharias. As pessoas interessadas devem se inscrever até o dia 1º de março pelo site da Sociedade Brasileira de Reologia (SBR), que realiza o evento.
Entre os destaques da programação estão as palestras dos professores Cássio Oishi, da Universidade Estadual Paulista (Unesp); Gareth McKinley, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos; e Seyed Mohammad Taghavii, da Universidade de Laval, no Canadá. Segundo o professor do Departamento de Engenharia Mecânica Edson Soares, que coordena o evento, a expectativa é receber cerca de 250 participantes, entre pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação da Ufes, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes) e de faculdades próximas.
“A reologia é uma ciência que estuda materiais fluidos complexos e sólidos macios, como lama, chocolate, petróleo e sangue. Então, ela envolve diversas especialidades, principalmente as engenharias mecânica, de petróleo e de alimentos, além das áreas de química e física”, explica Soares. “A indústria de cosméticos, por exemplo, utiliza muitas informações da reologia para produção de shampoos e cremes, pois esses materiais precisam ser caracterizados. O mesmo acontece com estudos de desmoronamentos de terra, que têm apoio da reologia”.
Laboratório
A organização do evento é do Laboratório de Reologia da Ufes (LabReo), criado por Soares em 2008. Em 18 anos de funcionamento, o LabReo já formou mais de 50 pesquisadores, entre mestres e doutores, além de desenvolver estudos de iniciação científica e parcerias com a indústria e outras instituições de pesquisa.
A Conferência Brasileira de Reologia tem apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea/ES), da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) e das empresas Anton Paar, Laboraltec, Láctea Científica, Netzsch e Reoterm.
Universidade Federal do Espírito Santo