A Ufes chega ao final de 2025 registrando inúmeros avanços não só para a comunidade acadêmica, mas para a sociedade em geral. Ao longo dos últimos 12 meses, a Universidade consolidou sua posição entre as melhores universidades do país; fortaleceu parcerias com diversas instituições, ampliando sua contribuição social; avançou em iniciativas voltadas para a inovação, buscando soluções para desafios reais do mercado; e segue desenvolvendo pesquisas inovadoras que são referência nacional e internacional.
Internamente, atendeu demandas importantes da comunidade acadêmica e instituiu programas e políticas alinhadas a princípios cada vez mais relevantes nas organizações: transparência, integridade e prevenção a práticas nocivas, como assédio e discriminação. Assim, a Ufes caminha para 2026 consolidando sua trajetória pautada na excelência acadêmica e na construção de uma universidade pública cada vez mais inclusiva e atenta aos anseios sociais.
Confira alguns dos principais destaques de 2025:
Gestão
A Ufes atingiu o índice máximo de conformidade no monitoramento de transparência ativa realizado pela Controladoria-Geral da União (CGU), conquistando o primeiro lugar entre as instituições monitoradas. O resultado indica que a Universidade está cumprindo integralmente as exigências da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011) e reforça o compromisso da instituição com a prestação de contas e o controle social.
Visando a construção de uma instituição cada vez mais acolhedora, diversa e inclusiva, a Administração Central também instituiu o Programa e o Plano de Prevenção e de Enfrentamento do Assédio e da Discriminação no âmbito da Ufes, que tem como objetivos centrais prevenir todas as formas de assédio e discriminação no ambiente universitário, além de promover a formação de uma cultura institucional de respeito e dignidade. Na esteira dessa iniciativa, a Universidade publicou e divulgou dois materiais importantes: a cartilha Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação e o guia Linguagem de Respeito - Boas práticas para a prevenção do assédio e da discriminação, elaborados em cumprimento ao Plano de Integridade 2024-2026 da Universidade.
Mais recentemente, em dezembro, a Ufes também anunciou sua adesão ao Protocolo Único de Prevenção, Proteção e Enfrentamento da Violência contra a Mulher nas Universidades Públicas Brasileiras, documento que visa padronizar e fortalecer as ações de combate à violência de gênero nas instituições de ensino superior do país.
Outra iniciativa com foco no bem-estar da comunidade acadêmica foi a criação da Pró-Reitoria de Bem-estar Comunitário (Probem). Com foco em uma cultura de bem estar e pertencimento, a unidade fortalecerá a Ufes como uma Universidade voltada à promoção de saúde e qualidade e vida para sua comunidade. “Pretendemos incentivar a integração entre os diversos segmentos da universidade a partir de uma escuta ativa de suas demandas, mirando no desenvolvimento de programas de educação em saúde e no estabelecimento de uma cultura de atividades físicas, esportivas, culturais e de lazer, sempre com respeito irrestrito às diversidades e inclusão de todas as pessoas que fazem parte de nossa comunidade”, salienta a pró-reitora Ana Paula Bittencourt.
“Queremos que a Ufes seja uma instituição atenta ao bem-estar físico, mental e social de todas as pessoas que aqui trabalham e estudam”, reforça o reitor Eustáquio de Castro.
Conquistas
Para a comunidade acadêmica, uma das principais conquistas foi a ampliação das refeições nos restaurantes universitários, fruto de mudanças na política de gestão dos espaços. Neste ano, teve início a oferta de jantar nos restaurantes de Maruípe, Alegre e Jerônimo Monteiro; oferta de café da manhã e almoço aos sábados em Alegre e Jerônimo Monteiro; e o retorno do suco e da sobremesa ao cardápio; além da ampliação das opções de salada.
Outra mudança foi a modernização do acesso e da ampliação do formato de compra de créditos. Os restaurantes também passaram por uma reforma estrutural, com a climatização dos refeitórios de Alegre, Jerônimo Monteiro e São Mateus, além de manutenção e substituição de equipamentos sem paralisação dos serviços.
No que se refere à infraestrutura, um marco: a Ufes deu início à construção da nova rede de saneamento do campus de Goiabeiras, contemplando redes de água, drenagem e esgoto. Orçada em R$ 16.554.695,40, a nova rede vai atender a uma demanda antiga, que sairá do papel graças aos esforços da gestão somados a um repasse feito pela bancada federal capixaba. Desde a sua criação, em 1954, a Ufes adotava o sistema de fossa com filtro biológico, solução padrão à época.
“Uma pesquisa feita pela Fapesp [Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo] apurou que a Ufes foi a segunda universidade no Brasil a receber o maior volume de recursos de emendas parlamentares. Isso demonstra o bom diálogo que temos com a bancada federal capixaba e o apoio que a Universidade tem para o desenvolvimento de projetos importantes não só para a instituição, mas para a população capixaba”, destaca o reitor.
O lançamento do Programa de Mobilidade Acadêmica Internacional para os servidores técnico-administrativos foi outra conquista. A previsão é que o edital com o quantitativo de vagas seja lançado no segundo semestre de 2026.
Qualidade
Seja em avaliações nacionais ou rankings internacionais, a Ufes consolidou sua posição entre as melhores instituições de ensino superior. No Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2023, cujo resultado foi divulgado neste ano, dos 29 cursos das áreas de saúde e engenharia avaliados, 24 receberam os maiores conceitos (4 e 5). Já os cursos de Ciências Sociais e Pedagogia ofertados no campus de Goiabeiras alcançaram o conceito máximo (5) em avaliações feitas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC).
A Ufes também ficou em 6º lugar entre as universidades brasileiras na edição 2025 do ranking internacional Times Higher Education (THE) Impact Rankings, que avalia o desempenho institucional em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU); conquistou o Selo ODS Educação 2025, que reconhece iniciativas educacionais alinhadas aos ODS; ficou entre as 6% das melhores universidades do mundo na avaliação do Center for World University Rankings (CWUR); e consolidou sua posição no rol das 30 melhores instituições brasileiras de ensino superior, ficando em 22º lugar entre as públicas e em 23º lugar no ranking geral (que considera públicas e privadas), segundo o Ranking Universitário Folha (RUF).
Este ano a Universidade também manteve o número de 13 cientistas entre os mais influentes do mundo, segundo levantamento realizado pela Universidade de Stanford, dos Estados Unidos, divulgado no final de setembro.
Novos cursos de medicina
Uma vitória cujos benefícios extrapolam os limites do Espírito Santo foi a autorização para a implantação do curso de medicina no campus de São Mateus, quase dez anos depois de protocolada a primeira versão do projeto do curso no MEC. Com 60 vagas ofertadas já no Sisu 2026, o curso atenderá uma demanda não só do norte capixaba, mas também do sul da Bahia e do leste de Minas Gerais.
Mais recentemente, em outubro, o reitor Eustáquio de Castro apresentou a proposta de criação de um outro curso de Medicina, agora no campus de Alegre, e também obteve uma resposta favorável do MEC. O campus já recebeu a Comissão de Acompanhamento e Monitoramento das Escolas Médicas (Camem), que verificou in loco a viabilidade de implementação do curso.
Inovação
Na Ufes, a inovação está presente em cada laboratório e nas iniciativas de ensino e extensão. Para aproximá-la ainda mais dos estudantes, neste ano foi inaugurado um novo conjunto de ambientes que vão abrigar as atividades do projeto de extensão ConneCT, iniciativa que visa estimular soluções inovadoras nas áreas de engenharia e de computação, desenvolvidas por estudantes sob orientação de professores da Universidade.
Em paralelo, o Espaço Empreendedor da Universidade completou seis anos com mais de 40 projetos apoiados e R$ 10 milhões captados por startups. Em novembro, uma cerimônia marcou a graduação das quatro primeiras startups a concluírem incubação no Espaço.
Em 2025, também foi aprovada a proposta de criação do Instituto Nacional de Tecnologias Fotônicas para a Transformação Digital da Ufes (IN-Foton/Ufes). Com isso, a Universidade terá o seu primeiro INCT para desenvolver e estimular pesquisas na área de fotônica.
Quando o assunto é pesquisa, a Universidade é destaque constante nas mais diversas áreas do conhecimento, liderando estudos em nível nacional e sendo reconhecida no Brasil e no exterior. Clique aqui para conhecer as principais pesquisas desenvolvidas na Ufes.
Parcerias e contribuições
A aproximação com entidades e agentes políticos nos níveis municipal, estadual e federal, bem como a retomada de parcerias institucionais para a realização de projetos em conjunto, tem sido outra característica relevante da gestão. No âmbito estadual, ao longo do ano a Ufes firmou parcerias com o Ministério Público do Espírito Santo, o Tribunal de Contas, a Assembleia Legislativa, a Secretaria de Estado da Educação, o Tribunal Regional do Trabalho, e o governo do Estado.
Já em nível federal, foram firmados acordos de cooperação com o Tribunal de Contas da União, a Controladoria Geral da União, a Marinha do Brasil, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Este último culminou com a inauguração da Rádio Ufes FM, emissora integrada à Rede Nacional de Comunicação Pública, com forte presença acadêmica, cultural e institucional.
Como resultado, a Universidade está presente em inúmeras iniciativas que visam atender a demandas regionais e nacionais, como a criação de uma rede interinstitucional para aprofundar os conhecimentos sobre o oropouche, com um estudo pioneiro realizado pela Ufes reconhecido nacionalmente; o desenvolvimento do programa Mais Ciência na Escola Capixaba, que implantou 29 laboratórios makers (LabMakers) em escolas da rede pública de 17 municípios capixabas, além de capacitar professores e alunos; e a construção da terceira estação científica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, com projeto desenvolvido pela Ufes, entre outras.
A Ufes também está atuando junto a lideranças indígenas em Aracruz para dialogar sobre os desdobramentos do Novo Acordo do Rio Doce e identificar possíveis formas de atuação conjunta. A Universidade foi a única instituição de ensino citada no novo acordo, com participação ativa no desenvolvimento de projetos de monitoramento ambiental e saúde na bacia do Rio Doce.
Diversidade
Como todos esses avanços, a Ufes não perdeu de vista seu propósito de se tornar cada vez mais diversa e inclusiva. Uma das ações foi a ampliação das ações afirmativas na pós-graduação, com a oferta de até 20 bolsas do Fundo de Apoio à Pesquisa (FAP/Ufes) destinadas a estudantes com deficiência, travestis e transexuais.
Na graduação, lideranças indígenas e a Administração Central iniciaram as discussões para a implementação do programa de vagas suplementares para estudantes indígenas. O reitor Eustáquio de Castro também recebeu a proposta de resolução de cotas para pessoas trans, entregue por integrantes do Grupo de Trabalho instituído pela Reitoria. A expectativa é que, se aprovada, as cotas passem a vigorar em 2027.
Além disso, a Ufes fecha o ano com a publicação de um edital com 41 vagas para cargos de professor do magistério superior do quadro permanente, sendo 21 delas reservadas para públicos específicos: dez para pessoas pretas ou pardas (PPP), nove para pessoas com deficiência (PcD), uma para indígenas (PI) e uma para quilombolas (PQ). Esse é o primeiro edital publicado pela Ufes com reserva de vagas para indígenas e quilombolas.
"Queremos melhorar ainda mais os mecanismos de inclusão e ampliar as ações afirmativas, como um reconhecimento da necessidade de reparação para as populações mais vulneráveis", afirma o reitor Eustáquio de Castro.
Para a vice-reitora da Ufes, Sonia Lopes, é necessário ampliar ainda mais o diálogo com a comunidade universitária para que docentes, técnicas e técnicos administrativos e estudantes participem de forma mais efetiva da construção das decisões institucionais. "Esse diálogo é fundamental para qualificar as escolhas da gestão e para enfrentar de maneira mais consistente os desafios relacionados à inclusão acadêmica, à acessibilidade, às ações afirmativas, à diversidade e aos direitos humanos, agendas que ainda demandam maior apoio institucional", destaca.
Ela afirma que, para 2026, a gestão assume o compromisso de aprofundar os espaços de escuta, participação e construção coletiva, ao mesmo tempo em que fortalece o trabalho articulado e responsável da gestão central, condição essencial para garantir coerência administrativa, transparência e efetividade das políticas institucionais. "Seguimos empenhados na construção de uma Ufes cada vez mais democrática, plural, socialmente referenciada e comprometida com os direitos humanos e com o desenvolvimento do Espírito Santo e do Brasil", afirma.
O reitor Eustáquio de Castro ainda salienta: “A Ufes é um espaço de escuta, acolhimento e promoção de potências, e está atenta aos anseios de toda a sociedade. Muitas novidades ainda estão por vir no próximo ano. Sigamos juntos!”
Que 2026 traga ainda mais realizações para a Ufes, em benefício de toda a sociedade.
Universidade Federal do Espírito Santo