
Duas estreias nacionais movimentam a programação do Cine Metrópolis a partir desta quinta-feira, 3. Premiado como Melhor Filme no tradicional Festival de Gramado 2024, Oeste Outra Vez se destaca ao transportar elementos clássicos do faroeste para o sertão goiano. Já A Batalha da Rua Maria Antônia, grande vencedor do Festival do Rio de 2023, retoma a temática da ditadura militar brasileira ao recontar uma história real de 1968.
Escrito e dirigido por Erico Rassi, Oeste Outra Vez conta a história de Totó e Durval, rivais abandonados pela mesma mulher. No cenário árido do Brasil Central, os homens recorrem à violência e à embriaguez, com direito a perseguições, matadores de aluguel e poucos diálogos. Inspirado nos elementos clássicos do faroeste – a exemplo do título, que faz referência a Era Uma Vez no Oeste, do italiano Sergio Leone –, o filme explora a angústia e a amargura daqueles que se veem perdidos sem o apoio de quem amam.
Filmado em 21 planos-sequência, A Batalha da Rua Maria Antônia, de Vera Egito, acompanha a tensão crescente entre o Movimento Estudantil e o Comando de Caça aos Comunistas durante o regime militar. O filme revive os momentos da noite histórica da Batalha da Rua Maria Antônia, em outubro de 1968, capturando a violência do confronto, com bombas caseiras, pedras e paus, enquanto os estudantes lutam para defender seus ideais.
Seguem em cartaz no Cine Metrópolis os filmes Onda Nova, Milton Bituca Nascimento e Sem Chão.
Confira as sinopses dos filmes em cartaz no Cine Metrópolis de 3 a 9 de abril:
Oeste Outra Vez, de Erico Rassi (Brasil, 2024)
No sertão de Goiás, homens brutos que não conseguem lidar com suas fragilidades são constantemente abandonados pelas mulheres que amam. Tristes e amargurados, eles se voltam violentamente uns contra os outros.
A Batalha da Rua Maria Antônia (foto), de Vera Egito (Brasil, 2025)
Durante a ditadura brasileira, em outubro de 1968, estudantes e professores do Movimento Estudantil enfrentam ataques do Comando de Caça Comunista vindos do outro lado da rua, numa noite crucial conhecida como A Batalha dos Estudantes.
Milton Bituca Nascimento, de Flávia Moraes (Brasil, 2025)
O documentário musical parte da turnê de despedida de Milton Nascimento, um dos maiores artistas brasileiros de todos os tempos, para entender a complexidade simples de sua obra, e o quanto os mistérios que ele carrega nos fazem refletir sobre a alma brasileira.
Onda Nova, de Ícaro Martins e José Antônio Garcia (Brasil, 1983)
Comédia erótica e anárquica que reúne histórias das jogadoras do Gayvotas Futebol Clube, um time de futebol feminino recém-formado em plena ditadura militar, no ano em que o esporte foi regulamentado no Brasil, depois de ter sido banido por 40 anos. Com o apoio de renomados jogadores da época, como Casagrande, Pitta e Wladimir, elas enfrentam os preconceitos de uma sociedade conservadora. Paralelamente, lidam com seus problemas pessoais e familiares, e se preparam para um simbólico jogo internacional contra a seleção italiana.
Sem Chão, de Yuval Abraham, Basel Adra, Hamdan Ballal (Noruega/Palestina, 2024)
Durante meia década, um ativista palestino filma sua comunidade sendo destruída pela ocupação de Israel. No processo, acaba construindo uma improvável aliança com um jornalista israelense que quer se juntar à sua luta.
Confira os horários das sessões na página do Cine Metrópolis.