Bloco Que Loucura se prepara para abrir o desfile do Carnaval de Vitória. Ensaios acontecem às sextas-feiras

15/01/2026 - 15:54  •  Atualizado 15/01/2026 16:18
Texto: Tatiana Moura     Edição: Thereza Marinho
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Desenho colorido de três homens fantasiados e a inscrição Bloco Que Loucura, com informação sobre o dia e horário do desfile

Ô abre alas que o Que Loucura vai passar! Pela quarta vez, o bloco, vinculado a projetos de pesquisa e extensão dos cursos de Serviço Social, Psicologia e Terapia Ocupacional, vai abrir os desfiles do Carnaval de Vitória, no dia 6 de fevereiro. Na avenida estarão trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), pessoas atendidas na Rede de Atenção Psicossocial (Raps) e apoiadores da luta antimanicomial e antiproibicionista, que defendem o cuidado em saúde mental em liberdade. 

A concentração será a partir das 17 horas, no Sambão do Povo. A participação é gratuita, mas as vagas são limitadas. O link para inscrições será disponibilizado, em breve, no perfil do bloco no Instagram. Os ensaios do bloco já estão acontecendo em encontros semanais, sempre às sextas-feiras, às 9 horas, no Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) São Pedro, em Vitória. 

A proposta de desfilar mais um ano no Carnaval de Vitória surgiu em parceria com a Liga das Escolas de Samba, que reconhece o trabalho e apoia a causa. “Essa parceria é fundamental, pois possibilita dar visibilidade à saúde mental, seja como política pública pelo SUS, seja para as pessoas que estão em sofrimento psicossocial ou em uso de drogas, mostrando que é possível cuidar delas em liberdade, no território, com qualidade, e que as internações não são a saída para esse cuidado”, defende a professora do Departamento de Serviço Social Fabíola Xavier.

Esbanjando alegria, leveza e descontração, os foliões chamam a atenção para assuntos sérios como o atendimento em saúde mental público, acessível e gratuito em qualquer lugar, das unidades de saúde aos Caps. “E para a sociedade considerar que pessoas em sofrimento mental podem e devem viver em sociedade. Não precisamos mais enclausurá-las em clínicas, hospitais psiquiátricos e comunidades terapêuticas. Assim, enfrentamos os estigmas e preconceitos, e evitamos gerar mais sofrimentos”, completa a professora.

Para o desfile, haverá venda de abadás e o valor arrecadado será revertido aos usuários do Caps Beija Flor, em Vila Velha. Pedidos devem ser feitos com a organização do bloco pelo número (27) 99707-9352 (WhatsApp).

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